Livro| Um perfeito Cavalheiro| Amor e Enganos - Os Bridgertons 3 -Julia Quinn


Nome: Um Perfeito Cavalheiro (BR) ou Amor e Enganos (PT)| Autor: Julia Quinn| Editora: Edições ASA| Páginas: 384| 
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Sinopse:

Sophie Beckett tinha um plano ousado: fugir de casa para ir ao famoso baile de máscaras de Lady Bridgerton. Apesar de ser filha de um conde, ela viu todos os privilégios a que estava habituada serem-lhe negados pela madrasta, que a relegou para o papel de criada. Mas na noite da festa, a sorte está do seu lado. Sophie não só consegue infiltrar-se no baile como conhece o seu Príncipe Encantado. Depois de tanto infortúnio, ao rodopiar nos braços fortes do encantador Benedict Bridgerton, ela sente-se de novo como uma rainha. Infelizmente, todos os encantamentos têm um fim, e o seu tem hora marcada: a meia-noite. 
Desde essa noite mágica, também Benedict se rendeu à paixão. O jovem ficou até imune aos encantos das outras mulheres, excepção feita… talvez… aos de uma certa criada, que ele galantemente salva de uma situação desagradável. Benedict tinha jurado tudo fazer para encontrar e casar com a misteriosa donzela do baile, mas esta criada arrebatadora fá-lo vacilar. Ele está perante a decisão mais importante da sua vida. Tem de escolher entre a realidade e o sonho, entre o que os seus olhos veem e o que o seu coração sente. Ou talvez não…
Opinião:

Esta história é uma releitura da Cinderela, no entanto, sem sapato deixado para trás, apenas um luva e com muitas mais complicações. Para trás fica uma luva, e o sonho de Benedict de encontrar e casar com a misteriosa donzela do Baile de Máscaras. Passam-se dois anos, e Benedict volta a encontrá-la, no entanto, não a reconhece nas roupas de criada. Sophie também não lhe revela ser a donzela que dançou com ele. Ainda assim, Benedict volta a apaixonar-se, começando uma história envolvente entre ambos, onde a condição social tem um impacto muito forte e se torna um obstáculo que nenhum dos dois quer ultrapassar. Sophie é uma criada, Benedict o número dois da família mais desejada de Londres. Os Bridgertons sempre foram populares e queridos, mas se Benedict se casasse com uma criada, seria excluído da sociedade
Neste livro, o papel da alta sociedade é sublinhado, assim como o que poderia significar sair dela, perder a aceitação social. Isso atormenta esta história de amor, levando a acções que do ponto de vista romântico seriam incorrectas, mas que pareciam a única solução para gerir a vida social em que estão inseridos. Nesta releitura da Cinderela, Benedict é um príncipe cansado de ser apenas mais um. Mais um solteiro, mais um dos irmãos, mais um Bridgerton, igual aos irmãos, apenas cinco centímetros mais alto, sem nada que o torne único. Sophie fará a diferença, para ela Benedict não é só mais um, para ela Benedict não é o número dois, é único. Eles fazem a diferença na vida um do outro, numa história de segredos e paixão envolvente, de erros e perdão.
Podemos ainda ver a matriarca da família em acção como nunca a vimos, como uma verdadeira leoa a defender os seus filhos. Violet tem um papel fundamental, mostrando as garras e dando a volta à situação, conseguindo encontrar o equilíbrio perfeito para que a sua família viva feliz. Sem dúvida, os concelhos de Violet são os melhores.
A Lady Whistledown continua a escrever a sua coluna, como uma verdadeira Gossip Girl. A coluna tem um papel fundamental para a história neste livro, pois sem ela, provavelmente ninguém saberia encontrar Sophie. Abençoadas as coscuvilheiras que dão informações importantes, numa época em que ainda não existia FBI.

Frases:


– O que você está vendo? – indagou.
Sophie tropeçou, mas não tirou os olhos dos dele em nenhum momento.
– Minha alma. – sussurrou. – Estou vendo minha alma.

Teremos de fazer uma vida inteira caber nesta noite.

Dizem que os médicos são os piores pacientes, mas esta autora acha que qualquer homem é um paciente terrível. Pode-se dizer que é preciso paciência para ser um paciente, e Deus sabe que os machos da nossa espécie não têm muita paciência.

Eu posso viver com você me odiando. Só não posso viver sem você.

Dizem que uma pessoa inteligente aprende com os próprios erros. Mas uma pessoa inteligente de verdade aprende com os erros dos outros.

Nada é tão complicado quanto parece ser na nossa cabeça.

1 comentário :

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