Devo confessar que fiz aquilo que não se deve fazer. Confesso que tentei esquecer um com o outro. Mas eles eram demasiado parecidos, desde o sotaque à capacidade de me mentir enquanto me olhavam nos olhos e me seguravam a mão. Não era amor desta vez, era vontade. Estávamos ambos no mesmo barco. Então não há culpas nem desculpas. Entramos num jogo onde ninguém podia ganhar. Prometemos mais do que podíamos concretizar. Acreditamos que podíamos apagar histórias escritas a tinta permanente. No começo éramos iguais, queríamos esquecer quem nos esqueceu e construir um castelo com as pedras do caminho. Não deu certo, e que parvos fomos em acreditar que daria. Houve apego, porque não haveria? Houve vontade de acreditar que esta poderia ser uma nova história e apagar as antigas que nos atormentam. Mas não havia futuro, e sabíamos que mais cedo ou mais tarde alguém ia largar a corda. Infelizmente para mim, foi mais cedo, infelizmente para mim fui eu quem caiu… 


4 comentários :

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