Quando me deixas, sigo sozinha pelas ruas frias e escuras que mal conheço. E tenho medo. Num passado ainda perto, não estaria sozinha. Era recebida por um grupo de pessoas, com ar radiante por me verem. E eu sentia que era ali que pertencia. Hoje, o que vejo todos os dias, são milhares de pessoas com caras desfocadas que passam por mim apressadas, e quando caio, não me vêm. Os velhos rostos, procuro-os em todas as esquinas, mas não encontro. Foram todos para longe, demasiado longe. E hoje não há quem me aqueça o coração. Não há quem me ajude a levantar, e caio mais vezes, estou mais fraca. Preciso daquelas pessoas de sempre. Mas tudo que encontro são sombras. Não pertenço a onde estou.

4 comentários :

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