I


Ela:- Já disse para ires embora. Não te quero mais aqui.
Ele:- Porque? Que fiz?
Ela:- Não fizeste, deixaste a situação chegar a um ponto insustentável!
Ele saiu. Pouco tempo depois voltou, a desculpa era o esquecimento da carteira.
Ela: Deixa-te de desculpas. Se perderes o comboio, dormes na rua, não te quero mais aqui.

Ele saiu. Os olhos dela encheram-se de lágrimas . a voz faltava, o coração ficou apertado, não aguentava a pressão no peito. Num ápice saiu a correr, tentando impedir o que seria a sua própria morte. Apercebera-se do terrível erro que havia cometido e corria, sem parar, sem conseguir respirar, as pernas falhavam, o chão parecia fugir, os olhos esses estavam embaciados pelas lágrimas. Corria o mais que podia, mas as ruas estavam desertas, tentou telefonar, dizer para esperar, para não entrar naquele malfadado comboio. O telemóvel estava desligado. O mundo caiu-lhe em cima assim que ouviu o comboio chegar, e ela ainda tão longe da estação. Continuou a correr, mas quando chegou a estação estava de deserta. Mandara embora o que mais queria.

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