Uma verdade, no dia das mentiras...







Pelo muito tempo que passamos juntas, e pela imensidão de coisas que vivemos durante estes quase 3 anos. Pela viagem de geografia e pela sua parva conversa sobre a humidade relativa. Pela casa da música e pelas gargalhadas que demos, naquele que poderia ter sido o concerto mais parvo da minha vida, e que só não foi pela tua presença. Pela ida a Tomar, pela chuva que apanhamos, pelas escorregadelas que deste naquele miserável caminho de rochas, no qual te tentei amparar já que havia sido capricho meu ir visitar o convento. Pelo red bull e o meu ar de estrela de rock, pelas tuas calinadas, pelos teus erros da casa de banho. Pelas inúmeras apostas que fizemos, e que vencemos sem nunca ver prémio algum (falo por mim). Por paramos. “Onde estamos? - parámos. Mas onde?? Em Paramos!” por Lisboa, porque nunca estive ali. “Tivoli. – Já tiveste aqui??” Pelos nomes que chamamos uma á outra, muitos deles parvos e sem sentido. Pelo nosso contraste capilar. Por Caldas da Rainha onde tiramos as fotos mais originais de sempre. Por Sintra, “tá torto” diz ela enquanto olha o empregado de cima a baixo (e depois novamente de baixo a cima). Pelos mais absurdos comentários que fizemos. “Oh Catarina nascente antes do tempo? Parece que não tiveste tempo para tostar”. E o House? Com o rádio ao ombro e os seus óculos fenomenais. Pelas cartas que escrevemos em papeis amarrotados de cadernos insignificantes. Pelos abraços que demos ao chegar á escola, pelas tardes que passavam sem coragem para um adeus. Pelas mensagens patéticas e animadoras. Pelas conversas em sons animalescos. Pelas mãozinhas de fada e coisas assim. Pelos olhares trocados numa sala qualquer de uma aula medíocre. Pelos sorrisos, pelas caras de desprezo com olhares de ternura. Pelas implicâncias mútuas. Por todos os momentos que vivemos, por todos os sonhos que partilhamos, por tudo que dissemos em vários sorrisos. Por tudo aquilo que vivi, vi, ouvi, senti contigo… Pela amizade do tamanho do mundo que sempre guardaste para mim. E sim, eu quero mesmo deixar saudades, para não esqueceres e voltares. Para nos encontrarmos ás compras, ou na casa de banho dos homens. Para daqui a um ano me mandares uma mensagem a dizer “vamos sair oh garina?”. E para que Guimarães não seja a nossa última paragem, nem a ultima coisa que vemos juntas. Serás sempre a fruta preferida da minha salada. No que depender de mim, nunca caminharás sozinha. Amo-te para sempre, isto foi o melhor que consegui fazer, mas nem um milésimo daquilo que significas para mim. Eu não quero viver sem ti carago!

2 comentários :

  1. no comentário anterior disse 'pódia', mas acho que não reparaste, por isso passemos à frente essa parte vergonhosa :)
    podia referir que essa fotografia em que eu estou de boca aberta está d-e-s-a-s-t-r-o-s-a, mas também vamos passar essa parte à frente. estava ansiosa por ver esta surpresa, e pelos vistos ficou mesmo mesmo bem. aliás, até estou surpreendida por teres perdido milésimas de segundo do teu tempo a fazer algo para mim :p
    amo você! e sim, vais ser bem recompensada depois de tudo isto, lady B.

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  2. não precisas de estar sempre atenta àquilo que eu digo/faço. de vez em quando tens de me dar um desconto.
    tu aqui referiste muitos episódios tristes da minha vida. lá se foi a minha boa reputação, que já era tão pouca...
    lady b de banana e batwoman. és tudo e mais alguma coisa. amo você às colheradas de açúcar!

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Thank you for taking your time. Comments always make me happy.

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