monologo


Não dá noticias há mais de três horas.

Calma. Deve estar na água.

Já devia ter saído para almoçar. Devia ver o telemóvel. Aconteceu algo.

Não aconteceu nada. Vais ver, apenas não há rede.

Alguém deve ter rede. Apenas para me dizer que está tudo bem.

Se tivesse acontecido algo já saberias.

Não. Não, ele está num mundo aparte. Eu nunca vou saber de nada.

(…) a segunda voz calou-se.

Aconteceu algo. Só pode.


As horas não passavam. O olhar estava colado no telemóvel que permanecia imóvel, silencioso e apagado. A cabeça encheu-se de problemas e doía, parecia que ia rebentar. E não havia sitio para onde ir, nenhuma posição era confortável. Já começava a querer chorar.

Pode ter acontecido tanta coisa. Pode-se ter magoado. Pode estar com outra, menos mal, igualmente terrível, mas menos mal. Igualmente, não igualmente não. Menos mal também não. Eu já não digo coisa com coisa.


Chorou, durante muito tempo, nao o contou.


O telemóvel finalmente deu sinais dele. Sim, era falta de rede.

E agora, ou lhe bato por ele me ter feito passar por isto, ou o encho de mimos por ter voltado. Estou tão feliz por ter voltado. Mas vai levar na cabeça, ai vai, os mimos ficam para depois. Será que não havia maneira de me avisar? Nem que fosse com sinais de fumo. Vou reclamar. Oh, ainda bem que voltou. *.* Tudo fez sentido. Ele era tudo.

3 comentários :

  1. sou nada minha Linda, tu sim és *-*

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  2. ó obrigada minha linda :$
    Um segredo: aquilo não é nada, acredita x)
    é so mesmo porque os Plagiadores andam sempre a caça xD

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Thank you for taking your time. Comments always make me happy.

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