Ele: Há problema?
Eu: Não.
Voz da razão: Porque razão dizes que não há problema se ficaste com vontade de morrer?
Eu: (…)

Ele: Que tens?
Eu: Nada.
Voz: Porque dizes que não tens nada se estás há horas nesse estado deprimente?
Eu: (…)

Ele: Estás diferente.
Tu: É impressão tua.
Ele: Chateada?
Eu: Não.
Voz: Ai não estás? Quem diria…
Eu: Não tenho motivos para estar, pelo menos, não motivos aos quais ele dê importância.
Voz: Porque dizes sempre o contrário do que sentes?
Eu: os meus sentimentos atrapalham os planos dele.
Voz: não deverias ser mais importante?
Eu: antes de eu aparecer ele já tinha vida.
Voz: porque não lhe dizes logo o que te vai no coração? Porque não lhe dizes que criaste uma ilusão? Porque não lhe dizes tudo isso? Diz-lhe que ficaste magoada, diz-lhe que precisas de mais. Diz-lhe!
Eu: e ele não deveria saber?


(a voz calou-se por momentos)

Voz: Se vires pelo lado positivo, não te deixou há espera.
Eu: sim, não me deixou á espera…

Forço o sono e adormeço, com esperança que o dia seguinte seja melhor. Não, não foi!


Voz: vais-lhe dizer que adormeceste a…
Eu: Vai-te embora!
Voz: eu sou a voz a razão.
Eu: quem me dera conseguir ouvir-te…

3 comentários :

  1. Eu gostei mesmo muito.Está mesmo sincero. :)

    Eles devem ser todos iguais,só pode.xD

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  2. que diálogos mais...intensos.
    bonito, bonito :)

    ResponderEliminar

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