- É impressionante. Tu fazes as asneiras e ainda amuas por as teres feito.

Quem és tu?

Outra vez? Sou a Razão.

Ah. Bem, e sendo tu a Razão não te devias ter pronunciado antes, evitando assim que eu fizesse a asneira?

Eu penso honestamente que os teus desejos caprichosos, te impediram de me ouvir.

Gritasses mais alto, lutasses contra eles. Fazias qualquer coisa que fosse e agora estava tudo bem.

Agora a culpa é minha? Porque motivo a culpa não pode ser tua, uma vez na vida?

Está bem, está bem. A culpa é um bocadinho minha. Mas também é um bocadinho dele. Não me podes culpar inteiramente pelos meus actos. Afinal sem a razão sou irracional, sou demente, não sou inteiramente responsável pelos meus actos. A culpa é tua por trabalhares em part-time.

Eu trabalho em part-time porque nunca sou utilizada, nunca me deste ouvidos em 17 anos de existência. Era um trabalho monótono que pensas? Comecei a fazer trabalhos para fora.

Então és a única culpada. Sim, devias estar lá para me impedir de fazer o que não devia. Sim, não fui eu que não te ouvi, tu é que não te pronunciaste.

Tu não me darias ouvidos de qualquer forma.

Isso não interessa. Não o podes afirmar. Tu não estavas lá. Eu sou inocente.

Olha, após dezassete anos sem ninguém dar valor ao meu trabalho, sem fazeres o que eu mandava, sem nunca receber o mérito por parte dos outros uma vez que ninguém sabia da minha existência, eu demito-me!

O quê? Não te podes demitir. És a minha voz da Razão. Não posso viver sem ti. Como é que eu vivo sem uma voz da Razão para me guiar?

Como tens vivido até agora. Nunca me deste ouvidos e não. Vais ver nada vai mudar. Vais errar todos os dias. como gostas tanto de fazer.

(este blog vai ficar em banho Maria por uns tempos. Evitando que caia mais e mais na decadência)

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