Durante anos, estive presa nos calabouços monótonos e escuros, perdidos nas profundezas geladas do, outrora, palácio encantado. E durante anos, sonhei com o que estava para lá daquela porta cinzenta e pesada. Sonhava com o sol, com o sol a brilhar e a aquecer-me o coração. Sonhava em sentir a relva nos pés, e correr descalça, e saltar. Saltar o mais alto que conseguisse, e correr de braços abertos para o mundo. Queria sentir o vento na cara, e respirar o fundo, enchendo o peito de vida. Queria-me sentir envolvida pelo aroma das margaridas, e ouvir os pássaros cantar no cimo das árvores. E tantas vezes desejei que a porta se abrisse. Gritei por socorro ate ficar sem voz. Precisava de alguém que me desse a mão e me conduzisse para o lado de fora. E agora a porta está aberta, e deixa entrar um pouco de luz. Da qual eu fujo apavorada, refugiando-me no mais escuro e frio canto daquele calabouço. E volto a gritar por socorro. Mas hoje, alguém que me dê a mão não basta, preciso de alguém que me leve ao colo.

8 comentários :

  1. já disse e repito: quero ver essas saudades (A)
    até tirei a verificação de palavras só por tua causa. já viste que querida sou ?

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  2. não digas isso, bananinha. estavas a ser tão cute.

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  3. basta abri-los quando me vires. não quero que te canses :b

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  4. agora és parecida com toda a gente -.-

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  5. eu gosto das coisas de coração, com coração.
    APOCALYPTICA! :)

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