tres meses, e muitas incertezas...

Um dia, se puderes, se não for pedir muito. Se não for atrapalhar. Pega na tua agenda, e marca um dia para mim. Um dia diferente. Num sítio diferente. Fazer algo diferente. Sim, pois a nossa vida é uma monotonia. A nossa não. A minha. Tu apenas tiras um dia para a monotonia. O dia em que estas comigo. Todos os dias em que estamos juntos (sim, esses poucos momentos) são todos iguais. Nada os distingue. Sou demasiado pesada, não é? Não consegues levantar voo comigo. Como levantas sem mim. Sabes, eu também quero fazer tudo aquilo que tu fazes, por aí. Algures no teu pedaço do mundo. Esse pedaço que tem cor, tem piada, esse pedaço colorido, comparado com o meu pequeno abismo cinzento. “Que se passa?”, “tas diferente” , “que tens?” são as mensagens que me mandas. Como se não soubesses. Dói! Dói-me o peito cada vez que contas as tua peripécias e o quanto te divertes. Dói! Sabes o que é sentir que foste abandonado? Não deves saber. Para ti é tudo tão simples. Mas ainda espero pelo dia em que me vais pedir para ir contigo. Em que vais pegar na minha mão e me vais mostrar o pôr-do-sol na praia. Em que me vais beijar á chuva. Espero pelo dia em que possa abraçar-te no cinema. Em que te possa ver jogar futebol, e que não me sinta trocada pela bola. E eu peço-te tanto. Quase te imploro para me tirares daqui. E tu não tiras. Preferes sair com outro alguém. Seja ele quem for. Não me interessa. Mas não entendes? Preciso respirar! Preciso de viver. Não quero sair, sabes, não quero. Porque não me divirto sem ti, alias, tens de me dar a tua fórmula mágica para te divertires tanto. Mas, se a formula for não me amar, deixa estar. Podes ficar com ela. Fico à tua espera. À espera que me enchas o coração. Quando tens tempo. Entre um jogo de futebol e uma festa qualquer. E depois, com o coração meio cheio. Volto ao meu poço escuro. Onde vivo os dias, sem querer sair. Onde passo as tardes de pijama, à espera que me leves. Que me digas que queres e podes, fazer algo comigo. E passa uma semana, e outra. E o ciclo repete-se, sem mudança alguma. Como se eu fosse uma vida á parte. E eu junto as migalhas que me dás. Por vezes, como ontem, expludo. Mas tudo acaba por cessar. Na verdade não sei viver sem ti, o pior é que te amo. E tu… não sei. Já não sei nada.

E já passaram 3 meses, não sei se virão mais 3…

1 comentário :

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