4ª parte FINAL

Certo dia, quando ambos dormiam numa rosa branca, foram acordados por uma libélula. Esta voava aflita e a chorar. Após algum tempo, acalmou-se e conseguiu contar o que se passara. Algo terrível tinha acontecido. Ninguém podia acreditar. Era uma tragédia. Parece que alguém num jardim adjacente, quebrou as regras, e o Todo Poderoso, que era o responsável absoluto pelo mundo onde esta historia tem lugar, estava terrivelmente zangado. E o castigo seria terrível. Segundo o que a libélula sabia, uma tal de Eva tinha comido uma maçã. Mas não era uma maçã qualquer, era o fruto proibido. “Oh não! Como foi ela capaz?” perguntava a pequena borboleta, incrédula e assustada. Sempre soubera que ninguém podia tocar nesses frutos. Ou o castigo seria terrível. Terrível e geral. Já era conhecida a sentença. O mundo mágico onde viviam seria destruído. Sim, deixaria de existir. Quanto aos animais aqui existentes, estes deixariam de existir com a forma que conheciam e passariam a habitar um outro mundo bem mais sombrio, como humanos. “Humanos? Oh não. Eu não quero ser um monstro. Não, não quero ser uma Eva. Não quero, perder as minhas asas.” Lamentava a borboleta tristemente, enquanto abraçava o seu príncipe. Mas a libélula continuou, e tudo piorou. Os animais seriam espalhados indiferentemente por esse mundo, e todas as memórias seriam apagadas. Não se lembrariam deste mundo. Não se lembrariam de quem nele habitava. Posto isto, a libélula saiu a voar entre gritos e choros. E a borboleta olhou para o príncipe. Abraçaram-se e choraram. Acabara aqui. Nada mais poderia ser feito. Então passado alguns instantes, o mundo foi destruído. E todos os animais foram espalhados pelo mundo, pelo mundo dos humanos, num planeta chamado terra. E viveram as suas vidas. Sem conhecer outro mundo se não esse. Um dia, algures nesse mundo frio e sombrio, uma rapariga, encontrou um rapaz. Como por milagre sem que nada o fizesse prever. E apaixonaram-se. E lutaram contra toda a distância que os separava para ficarem juntos, pois acreditavam que o amor vencia tudo. E então, esse mundo escuro e gelado, transformou-se num mundo perfeito. Cheio de amor. Essas duas almas humanas, que se juntaram para sempre, eram a borboleta e o pirilampo. E sabes como eu sei esta história? Porque estes dois somos nós. E tu, continuas a iluminar o meu caminho, a alumiar os meus sonhos e abrilhantar a minha vida. E eu, mesmo sem asas tentarei com todas as minhas forças, afastar da tua vida todas as tempestades e toda a escuridão. Porque, muito antes de te encontrar, já te pertencia. E vamos sempre cuidar um do outro. João, serás sempre a minha luz. Meu príncipe. Meu pirilampo.

Firefly and butterfly.
(Tu nao me corriges quando escrevo errado)

3 comentários :

  1. Pois. Eu tinha comido mal, mas o calor está mesmo demais e eu não tenho fome por causa disso também. Este tempo dá cabo de mim!

    Beijo

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