O tempo...

O tempo passa. Passa sempre não é? O tempo não pára. O tempo não volta atrás. O tempo não muda de velocidade. Bem, o tempo tem velocidade constante quando estas longe. Nesses muitos momentos em que fico sem ti. Sim, porque quando estou contigo, parece que o ponteiro das horas anda á velocidade de o ponteiro dos minutos. E o dos minutos anda á velocidade de o dos segundos. E bem, o meu relógio não tem ponteiro dos segundos. Sabes as vezes queria que o ponteiro andasse para trás, outras que andasse para a frente. Mas o relógio é teimoso sabes amor, é teimoso e teima em seguir a velocidade que bem lhe apetece. O relógio não gosta de mim. É um facto. Faz com que o encontro demore. Com que a despedida se aproxime a passos largos. E faz com que o tempo que passo sem ti seja grande parte da minha vida. Quando te despedes sempre na (já tão nossa) estação eu queria um relógio diferente, como um que vi um dia numa outra estação de comboios. Num filme. Sim, um filme que vi sozinha, quando queria a tua companhia. O “Estranho caso de Benjamim Button” sabes? Era um relógio que funcionava ao contrário. O movimento dos ponteiros contrariava a tendência habitual. Quando nos despedimos quero que o tempo corra ao contrário, para poder novamente acolher-te em meus braços. Quando vais embora, quando vejo o comboio afastar-se, imploro ao tempo para que não demore a ver-te chegar novamente. Mas demora. Demora sempre. E sabes, antes ficava triste. Desesperava por não te ter ao meu lado. Mas agora sei que acabarás por voltar. E se não voltares, bem, é porque deixei de merecer o sacrifício. E acima de tudo deixei de te merecer. As vezes, é bom sentir saudades. Triste é aquele que não tem por quem sentir saudades. Eu tenho. E isso é tudo que me faz feliz.

Amo-te João Artur Mesquita Silva Freitas

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