o principio do fim...


As vezes, dizes que me amas…
Eu pergunto-me até que ponto.
Um dia a distancia será mais forte que o amor. Um dia olharás á volta e perceberás que eu não sou um sonho como dizes. Olharás á volta e encontrarás uma e outra, bonitas, que te podem ensinar o russo que eu não sei, que te podem cantar músicas feitas para ti… tudo isso que tu sentirias falta comigo. Sim, sou ciumenta. Sou ciumenta porque te amo. Porque sempre que olho em meu redor não vejo a tua cara no meio da multidão. Sou ciumenta porque não te mereço. Tu estas longe quando te queria perto. Não fazes ideia do quando gosto de ti. Não tens mesmo noção do tamanho do meu gostar, nem eu lhe consigo ver o fim. Fazes-me gostar de gostar de ti. E não fazes por isso. Simplesmente gosto de ti, e quero continuar a gostar. Mesmo quando penso que vou acabar por me magoar. Continuo a gostar de “te gostar”, não te tento esquecer, provavelmente não conseguiria, mas não quero sequer tentar. Se existe alguém no Mundo que merece ser amado és tu. Se existe alguém no Mundo por quem eu mereça sofrer é por ti. Tenho medo, tu sabes bem o medo que sinto. Temo que me largues a mão… Consomes-me os dias, consomes-me a mim. Consomes tudo á minha volta. Sinto que és uma parte de mim, e assusta-me ficar desmembrada. Temo a perda do último pedaço de um coração já partido. A ideia de um fim permanente, a ideia de não existir sequer um começo, a ideia de não poder viver o que sonhei, congela-me a alma, tira-me o ar, esmaga-me o coração…

A culpa não é tua, é da tua ausência.

1 comentário :

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