Livro| Todos os Dias São para Sempre - Raul Minh'alma

  Nome: Todos os Dias são para Sempre| Autor: Raul Minh'alma|  Editora: Manuscrito| Páginas: 312

Eu tenho de parar de devorar livros em poucos dias. Juro. Eu tenho de fazer algo da vida que não seja ler. Mas é o que eu faço ultimamente. Todos os Dias são para Sempre foi lançado dia 18, e eu já estou aqui para vos contar o que achei deste livro de Raul Minh'alma (mais um, depois de Fome e Larga Quem não te Agarra). As expectativas eram altas, muito devido aos outros livros que li do autor.

Depois dos dois livros que li de Raul Minh'alma, estava completamente ansiosa para ler este Todos os Dias são para Sempre. A Manuscrito Editora, como sempre, foi impecável e enviou-me o livro, antes mesmo do lançamento. E claro, devorei-o em poucos dias, porque mais uma vez, o autor tinha as palavras certas. Tal como em Larga quem não te Agarra, este novo livro prendeu-me. Mais uma vez, Raul Minh'alma tinha as palavras certas, que me faziam identificar com grande parte dos textos. 
Era impossível não me identificar. 

"Não há dúvidas, tenho mesmo uma queda para homens ruins. Cabrões, mesmo. Sacanas sem escrúpulos. Já me rendi a esta triste realidade porque por mais que eu sofra não há forma de aprender. Quando dou por mim já estou de novo a suspirar por um bad boy. (..) Enfim, não vou lutar contra a minha natureza porque não espero vencê-la, mas há de chegar o dia em que eu vou conseguir dominá-la. Esse será o dia em que serei a bad girl da minha própria história" 


 Gostei muito do facto de este livro ter mais diversidade de situações do que Larga quem não te Agarra. Como se o autor tivesse saído de si, para escrever sobre situações que não são as dele, mas com igual sensibilidade. Tem textos sobre assuntos mais específicos, sobre situações que todos passamos, acho mais maduro do que o anterior - não que o anterior fosse infantil, de forma nenhuma - este conta com situações com as quais pessoas de todas as idades se vão identificar. Certos textos me faziam pensar: bem, acho que é isto que a minha mãe quer dizer ás vezes.
"Não fomos, certamente, muitas coisas que poderíamos ter sido, mas fomos pais, e não há bênção maior. Não queremos que sejas aquilo que nós nunca conseguimos ser, mas gostávamos que tivesses o que nunca pudemos ter."


Admiro a capacidade do escritor de fazer isso, sair de si, das suas vivências particulares e colocar-se no lugar do outro, transmitindo para palavras o que outras pessoas sentem. São textos incríveis, simples, mas de grande sensibilidade, que nos deixam com uma esperança redobrada na vida, que nos incentiva a mudar o que podemos mudar e aceitar o que não podemos.

"Será justo exigirmos que alguém nos ame tal como nós somos? Então e se nós tivermos um feitio insuportável? A pessoa que está ao nosso lado, só porque nos ama, tem de o aceitar? Então e se nós estivermos constantemente a errar porque somos verdadeiramente estúpidos, a pessoa que nos ama tem de aceitar isto só porque tem de nos amar como nós somos? Então e se nós formos mesmo uma pessoa que não vale nada, que não quer saber de ninguém e faz mal a tudo e a todos, a pessoa que diz amar-nos tem de nos aceitar? Exigir a alguém que nos ame que nos aceite tal como somos é aproveitarmo-nos cobardemente do sentimento dessa pessoa por nós para sermos quem bem nos apetece."

Eu fiquei com as expectativas em alta com Larga quem não te Agarra (podem ler aqui a review), e estava francamente ansiosa por este livro. Tinha a certeza que me poderia desiludir por criar tão grande expectativas, mas a verdade é que isso não aconteceu, de jeito nenhum. Depois de ler Fome e Larga quem não te Agarra, percebi que a evolução na escrita do autor foi brutal, melhorando a cada ano. Este livro é simplesmente incrível, mais profundo que o anterior e duvido que alguém fique indiferente a estes textos. Ter este livro é investir em nós mesmo. E sim, a pessoa que termina de o ler, é uma pessoa melhor do que a que o começou. E haverá algo melhor do que isso?


A quem recorrer para vir chuva e resolver o problema de Portugal

A crença popular defendia que rezar à divindade certa, ou fazer a dança da chuva poderia resolver os problemas da falta de água. Podemos pensar que isso é uma prática ultrapassada, no entanto- e tendo em conta a situação que se vive em Portugal - parece que a única solução é voltar a esses mitos e implorar aos céus para que chova, porque implorar ao governo é bastante infantil. Em pleno século XXI, num país de primeiro mundo, vamo-nos unir e apelar às divindades para caia chuva do céu e apague os incêndios. Este post pode ser muito útil em momentos futuros, uma vez que parece que nada irá mudar. Vamos então perceber o que podemos fazer para ser pro-activos nesta questão.


Thor

Sim, usei a imagem do Thor no filme porque farta de caras feias estou eu.

Thor é um Deus nórdico, não é apenas um Super herói! Ele é o Deus da tempestade, dos relâmpagos e da força da natureza. Tenho certeza que se rezar-mos com força e prometer-mos ver o novo filme dele que está quase a estrear, ele faz chover, resolve a situação em Portugal sem que o governo tenha de se preocupar com nadinha. Para o ano, voltamos a rezar e não há necessidade de limpeza de matas, de apoio aos bombeiros, nada! Basta Thor!! Thor nos ajude.


Zeus


O Deus dos Deuses, o Poderoso Chefão do Olimpo, o verdadeiro Manda-Chuva! Se Thor estiver demasiado ocupado com a promoção do filme, podemos recorrer a Zeus, que tudo pode e é também o Deus da Tempestade! Ele é o Todo Poderoso, será que tem poder para concertar anos de péssimas políticas, falta de limpeza de matas, falta de apoio aos bombeiro e acabar com os incendiários? Não sei, mas parece a opção mais credível neste momento.

Júpiter 

Se o Deus grego não atender os nossos pedidos, ainda temos a possibilidade de recorrer ao seu equivalente Romano: Júpiter. Júpiter é o Deus da chuva, dos raios e dos trovões. Juntem-no às suas orações, a chuva virá. Enquanto não vier continuem a rezar...

Tlaloc


Eu sei que recorrer a Deuses astecas é ir um pouco longe demais. Mas os tempos exigem isso, e quando não temos mais ninguém a quem recorrer, esta começa a parecer uma opção viável. Tlaloc é o Deus das Chuvas, dos Relâmpagos e dos Trovões. Perfeito não é? Para que precisamos de bombeiros? Vamos ser pro-activos!


Chaac

Chaac era o Deus maia da chuva, do trovão e do raio. As lágrimas de Chaad caem do céu e, se forem em quantidade suficiente, podem resolver os problemas do país. Basta dar motivos para Ele chorar, mas motivos não faltam não é verdade?  Se os anteriores não resolverem o problema, acredito na mitologia Maia para nos ajudar neste momento difícil.


Tempestade - X-Men

Se nada disto funcionar, podemos apelar à Tempestade do X-men para resolver a situação! Ela é mutante, rainha e muitas vezes tratada como uma Deusa. Não tem como dar errado? 

Sei que pode parecer disparatado esta história de Deuses e Super-Heróis, mas ainda assim é mais fácil acreditar que eles possam resolver a situação do que acreditar que será o governo a fazer algo para mudar a situação. A população tem de ser pro-activa não é? Então vamos rezar por chuva, porque parece que é o que se faz no século XXI quando as coisas vão mal. 


Extra:


Uma dança da Chuva para provar que somos pro-activos e que podemos resolver isto sem sermos infantis e colocar-mos a culpa num governo que nada faz.

*este texto podem conter ironia 

Qual a música do Diogo Piçarra que te define?






Comentem aí em baixo qual foi o resultado, ou partilhem nas redes sociais e identifiquem A Cachopa.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...